A importância da conservação do solo para a manutenção de uma agricultura sustentável

A conservação do solo é fator predominante para se ter sucesso em qualquer área da agricultura. Sem um cuidado específico com a terra a qualidade da produção pode ser consideravelmente atingida. Estudos internacionais apontam que os solos agrícolas do mundo estão sendo degradados a uma taxa de 0,1% ao ano. Há uma perda de 5 milhões de hectares de terras aráveis, por ano, em decorrência das práticas agrícolas incorretas, além de secas e pressão populacional.

O primeiro passo para cuidar do solo é não esquecer que ele é vivo, pois é composto de microrganismos, insetos e outros pequenos animais. Essa composição tem como função a ciclagem de nutrientes, tornando-o saudável, o que também depende da entrada de ar e água na terra. A ciclagem de nutrientes nada mais é do que uma troca contínua de substâncias que ocorre do solo para as plantas e vice-versa. A porosidade permite que a água da chuva penetre chegando até a camada impermeável, sendo que quanto mais poroso for o solo menor a chance de erosão.

A conservação do solo se dá por um conjunto de ações, que buscam restabelecer as condições de equilíbrio e sustentabilidade, existentes em um sistema natural. Existem diversas práticas nesse sentido, como o sistema de plantio direto, a rotação de culturas, o plantio de adubos verdes, o plantio em curvas de nível, entre outros. A distribuição correta dos pulverizadores também é fator importante, pois a dosagem do produto e o método de aplicação podem evitar a contaminação e a toxicidade do solo.

Esse conjunto de práticas, além de contribuírem para o controle de doenças e dos ciclos biológicos do solo, proporcionam uma série de benefícios econômicos, ambientais e sociais. As ações refletem no aumento da matéria orgânica, na redução do uso de herbicidas, inseticidas e fungicidas, aumento da produtividade, eficiência no uso de fertilizantes, redução de solos erodidos além da eliminação ou redução das operações de preparo da terra.

Dentre algumas das práticas para conservação do solo está a rotação de culturas, que alterna cultivos levando em consideração as diferentes necessidades nutricionais de cada espécie escolhida. A rotação de culturas reduz os impactos ambientais causados pela monocultura, que acarreta a degradação química, física e biológica do solo além do desenvolvimento de pragas.

Em nosso território onde temos solos tropicais, o sistema mais indicado é o de plantio direto. Conhecido como SPD, esse sistema é muito utilizado como forma de produzir alimentos sem causar tanta exaustão no solo, evitando seu esgotamento e equilibrando o sistema produtivo.

A conservação é atualmente uma das grandes preocupações da ciência do solo, que está constantemente realizando avaliações a fim de monitorar sua conservação e recuperação quando necessário. Diversas são as metodologias que podem ser empregadas para se obter sucesso na manutenção saudável do solo, cabe ao produtor escolher a que melhor se adeque a sua realidade e colocá-la em prática. 

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